sábado, 10 de maio de 2014

08.05.2014

Este show caiu justamente no dia em que rodoviários resolveram entrar em greve de 24h - apenas para dar mais emoção ao dia do show. Marcado para a Apoteose, mudaram para o Parque dos Atletas, o mesmo lugar que o Rock in Rio, então já seria complicado chegar ao lugar do show, imagina com greve de ônibus que seria o único modo de chegar até lá. Saí de casa 16h, fomos até a casa de minha tia, chegamos 16h45min e de lá, ela nos levou de carro ao Terminal Alvorada - que teria um ônibus específico para o show. Chegamos no terminal e estava muito bem sinalizado, entramos no ônibus junto a um grupo de talvez cinco ou seis meninas com 14, 15 anos vestindo blusas e faixas de One Direction. Me senti 'tia' quando começaram a cantar músicas deles, se balançando nas cadeiras e eu parada. O ônibus não demorou muito para sair, 17h25h estávamos indo. Descemos do ônibus 18h15min e começou a sessão caminhada até conseguirmos entrar: andamos por fora, depois por dentro até acharmos o procurado portão 14 - arquibancada verde.
A arquibancada já estava bem cheia, isso com um pouco menos de uma hora para começar o show, talvez 18h40min. Muitas meninas de cinco, seis anos, com os pais - sim, não eram apenas mães lá dentro, achei isso bonitinho -, mas também havia garotas de 13, 14, 15 anos.. eu era uma exceção naquela área - porque na grade lá da frente era bem possível ter gente da minha idade. Enquanto a banda de abertura, P9, não começava, N pediu a batata-frita que estavam vendendo - aliás, era batata-frita, cachorro-quente, pipoca, churros, só gordurada sendo vendida a preços caríssimos -, começamos a comer. P9 entrou 19h e acabou 19h25min, só nesse tempo deu para lembrar o que é escutar gritos de milhares de meninas - aquele lugar estava muito cheio, estávamos mais atrás do que quando vimos o show do 30 Seconds to Mars no Rock in Rio, na primeira fileira de "postes" de som, ficamos talvez onde paramos no show do Florence and the Machine, um pouco atrás da segunda fileira. Enquanto o show de abertura rolava, quis outra batata-frita, dessa vez mais para mim do que para N, eu não ligava para o show mesmo.
One Direction atrasou uma hora e treze minutos - sim, sou pontual, fiz questão de olhar a hora no celular porque esses britânicos engraçadinhos já estavam me cansando me fazendo esperar -, entraram 20h43min. Minha garganta não tem estado muito boa esses dias, mas acabo me animando com as meninas, então claro que eu gritei. Começou com Midnight Memories, não ligo. Little Black Dress então, menos ainda - na verdade, nem conheço direito, nunca fiz questão. Já gostei mais de Kiss You, mas no show foi aquilo de cantar normal, só balançando a cabeça, enquanto todas lá estavam mexendo o corpo todo, pulando e sacudindo a dupla de balões amarelos e verdes. Why Don't We Go There também não ligo muito, só a parte diferente que o Niall canta - pelo menos acho que é ele, agora não tenho mais certeza! Isso foi algo que notei, eu não sei diferenciar as vozes ainda, então no show me surpreendi ao ver quem cantava algumas partes porque achava que era outro! Rock Me eu acho legalzinha, Live While We're Young eu já gostei mais, e acho que as seguintes ficam nessa de ser legalzinha. A questão é que não ligo muito para as músicas do 1D, esse último álbum não foi legal, nem o anterior a esse, só gostei do primeiro mesmo. Só Right Now - antes chamada por mim e de 'música do Backstreet Boys' pelo ritmo e estilo hahaha - que tem uma atençãozinha a mais por ter mais partes do Zayn cantando, mas Little Things eu comecei a gostar com o tempo, acho bem bonita, e eles cantaram \o/ Moments cheguei a achar que não conhecia, mas então reconheci que é uma música do dvd do show deles, conheço o refrão hahaha.
Depois dessa música, eles começaram a falar que na última tuor eles passavam alguns tweets no telão e respondiam, mas dessa vez seria diferente, seriam vídeos das fãs fazendo a pergunta! Tenho que confessar algo: não entendi quase nada que eles diziam. Não acredito que meu inglês tenha caído tanto, eu entendia as garotas perguntando, só não entendia eles respondendo, e ao longo do show mesmo, não dava para entender, acho que eles falam muito arrastado, rápido, não sei como, mas não ajuda a entender. Tocaram mais duas músicas e então Harry pediu para uma câmera focar na perna dele, fãs começam a gritar, ele coloca as duas mãos no botão da calça, fãs gritam mais ainda, ele abre a calça, fãs gritam histericamente, ele vai abaixando a calça, aparecendo a cueca, fãs gritam mais que histericamente, ele para de abaixar na coxa, mostrando a nova tatuagem que fez, uma palavra: Brasil - fãs gritam super hiper histericamente. Preciso dizer que até eu gritei bastante, primeiro pela surpresa de ele abrir a calça no meio do palco, depois me perguntando até onde ele iria abri-la O.o, então gritei para valer quando vi que era uma tatuagem do Brasil. A música seguinte foi Alive, gosto mais pelo Zayn cantar o início, ele é meu preferido digamos assim, o considero o mais bonito do grupo, além da voz ser muito boa. No meio do show percebi que ele era o que eu menos via, eu estava dependendo do telão para ver os rostos deles, então acho que o cara que filmava deveria ter algum problema com ele u.u - a roupa que Zayn escolheu também não ajudou, se vestiu de preto, a pior cor para se ver e de longe. One Thing não acho nada demais, Diana é bonitinha e tem um diferencial - N me mostrou a parte "we all need something" dizendo que lembra alguma música do Tears for Fears, achei absurdo no início, mas depois até que também achei que lembra um pouco, talvez a Everybody Wants to Rule the World, não conseguimos chegar a uma conclusão de qual música seria. 
E então veio What Makes You Beautiful e, como adoro uma bagunça de show, fui eu pular com todas as garotas - não eram só meninas de cinco, seis anos em volta, ao longo do show foram aparecendo meninas de 14, 15 anos também. Cheguei a pensar se eles são o tipo de banda que não volta depois, já que achei que essa seria a última do show por ter sido a primeira música de sucesso deles, mas logo depois voltaram, com roupas diferentes - melhoraram um pouco o visual porque quando entraram estavam tão desarrumados que parecia que o motivo do atraso tinha sido por conta da falta da entrega das roupas - , e começaram com You & I, minha preferida do momento, gosto mesmo, principalmente o agudo que Zayn faz no final. Sabia que seria o tipo de música de fazer fãs chorarem, uma perto de mim chorou bastante, devia ter 15 ou 16 anos, lá na grade que deve ter sido um show de choros mesmo hahahaha! Mas a música foi bem bonita e Zayn não decepcionou no agudo, cantou sem medo - diferente de Demi Lovato, não posso deixar de comentar u.u - , mas também não consegui analisar muito porque tinha tanta gente cantando junto que às vezes estava um pouco difícil escutar a voz deles. Story of My Life e Little White Lies são normais, Best Song Ever como última fez todas as fãs pularem loucamente! Era tanta gente pulando que a arquibancada balançava demais, nas horas que eu parava para tentar tirar uma foto do palco, não conseguia foco porque não dava para ficar com o braço parado enquanto a arquibancada sacudia daquele jeito. Não ligo para essa música então foi legalzinha. Desde o final de What Makes You Beautiful já tinham algumas pessoas indo embora, então minha mãe disse que assim que a última música do show acabasse, sairíamos rápido e assim foi. Enquanto andávamos, soltaram fogos e não foram poucos - lembrou um pouco o início do Rock in Rio. O show acabou 22h25min e me surpreendeu com a duração, estava achando que seria só mais um pouco de uma hora. Andamos bastante para voltarmos ao ponto de ônibus, ficamos algum tempo na fila esperando para o motorista do ônibus entrar - o ônibus da frente já estava cheio com as pessoas sentadas, não queríamos ir em pé -, e finalmente, talvez depois de vinte minutos ou meia hora, ele abriu a porta e começamos a entrar. Algumas pessoas "espertas" estavam tentando furar a fila na cara de pau mesmo, muitos começaram a gritar "a fila é lá atrás", uma mais abusada chegou a responder "eu sei que a fila é lá atrás", não me controlei e respondi que se era assim, ela já poderia ir para lá. Não suporto essas pessoas que tentam ser "espertas". Sentamos e até a volta ao Terminal Alvorada eu estava tão cansada que cheguei a quase dormir, talvez tenha viajado alguns minutos. Minha tia chegou de carro, nos levou até o condomínio e então entramos no nosso carro e voltamos para casa. Chegamos em casa quase meia noite, eu estava bem cansada - e olha que nem me agitei tanto assim nesse show. Ah, não posso esquecer de dizer que Liam e Niall disseram que esse foi o melhor show da vida deles! No Rio de Janeiro! As fãs amaram esse show - eu de acompanhante achei legal/legalzinho, como tudo relacionado a eles hahahaha!


Setlist do show

1. Midnight Memories 
2. Little Black Dress 
3. Kiss You 
4. Why Don't We Go There? 
5. Rock Me 
6. Don't Forget Where You Belong 
7. Live While We're Young 
8. C'mon, C'mon 
9. Right Now 
10. Through the Dark 
11. Happily 
12. Little Things 
13. Moments 
14. Strong 
15. Better Than Words 
16. Alive 
17. One Thing 
18. Diana 
19. What Makes You Beautiful 
Encore:
20. You & I 
21. Story of My Life 
22. Little White Lies 
23. Best Song Ever 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

426

Amor, amor, amor. Definição não existe uma. Abraços, beijos, palavras. Um olhar pode entregar um sentimento como esse, apenas um olhar - as pessoas mais atentas o decifram. Mãos dadas formam um só, metades que se completam. Um pequeno objeto, de ouro, de prata, de alumínio, não importa o material, a lenda diz que é o caminho que leva ao coração. Outra questão envolvida no amor: o romantismo. As pessoas que se auto intitulam "não românticas" desculpe, mas sempre há um momento desse entre os casais, uma declaração carinhosa, ou até mesmo xingamentos, que passam a ser elogios. Muito louco esse mundo do amor, não? O que sempre foi não é mais e o que não era, agora é. Proporciona viagens acima das nuvens, até a lua, até o universo - não há limites para o amor. Independente do modo que é encontrado, não se pode negar uma viagem dessas, não se pode ter medo do desconhecido. O destino da viagem é incerto, mas importante não é o destino, é o caminho. Todos procuram um pedacinho de céu azul para si mesmo - afinal qual melhor remédio para a saúde do que um amor correspondido? O grande problema é que se a procura torna-se muito grande, o tão procurado parceiro pode estar mais próximo do que imagina, quem sabe até em lugares onde sequer imaginaria? Ao encontrá-lo, tudo torna-se mais leve e mais fácil de aguentar, seu pedacinho do céu ilumina tudo, como se o paraíso fosse com ele. 

Meu pedacinho de céu azul é meu e não divido com ninguém.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Show One Direction

A boyband mais famosa do momento chega ao Brasil para três apresentações. A venda dos ingressos começou ano passado e estavam perto de esgotar, mas para a esperança das fãs que não conseguiram comprar mais cedo, a troca dos locais dos shows possibilitou a venda de mais ingressos.

08/05/2014 - Rio de Janeiro - Parque dos Atletas.

10/05/2014 - São Paulo - Estádio do Morumbi.

11/05/2014 - São Paulo - Estádio do Morumbi.

Vale a pena escutar: You and I, Little Things, Stole My Heart.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

A maior declaração

" [...] Amor não é uma fatalidade, é algo que inventamos, é a responsabilidade de definir, de assinar, de honrar a letra. Colocamos a culpa no destino para não assumirmos o controle, tampouco sustentarmos nossas experiências e explicarmos nossas falhas. Amar é oferecer nossas decisões para o outro decidir junto, é alcançar o nosso passado para o outro lembrar junto, mas jamais significa se anular. É vulnerabilidade consciente. É fraqueza avisada. É entregar nossa solidão ciente de que é irreversível, podendo nos ferir feio, podendo nos machucar fundo. Não existe nada mais horrível e mais lindo. Ninguém nos mandou estar ali, ninguém nos obrigou a nos aproximar daquela pessoa, ninguém nos determinou a começar uma relação. Não teve um chefão, um mafioso, um tirano, um ditador nos ordenando namorar. Foi você que optou. Assuma até o fim que é sua obra, inclusive o fim. Assuma que sua companhia é resultado direto do seu gosto, sendo canalha ou santa. Não adianta se iludir e tirar o pé. Não vale fingir e mentir freios. Amor não é hipnose, passe, incorporação. É você querendo o melhor ou pior para sua vida. É você roteirizando e dirigindo as cenas. Aquele que tem receio de se declarar não se deu conta de que é o próprio diretor do filme, e que a tela vai mostrar o sucesso e o fracasso de sua imaginação. [...] Amor não surge do além, amor se cria da insistência. A precipitação é uma farsa. Não há como me adiantar e me atrasar em sentimento que eu mesmo realizo. É bobagem negacear prazos, esperar amadurecer limites. Exponho minha paixão fácil, fácil. Nem precisa perguntar. Aprendo a amar amando, para entender que a maior declaração ainda não é o “eu te amo”. É quando alguém confessa: “Não consigo mais viver sem você”.
Mas isso não é amor, é coragem."

- Fabrício Carpinejar

quarta-feira, 16 de abril de 2014

As esquisitices do amor

"Eu estava quieta, só ouvindo. Éramos eu e mais duas amigas numa mesa de restaurante e uma delas se queixando, pela trigésima vez, do seu namoro caótico, dizendo que não sabia por que ainda estava com aquele sequelado etcetera, etcetera. Estava planejando terminar com o cara de novo, e a gente sabia o quanto essa mulher sofria longe dele. Eu estava me divertindo diante desse relato mil vezes já escutado: adoro histórias de amor meio dramáticas. Foi então que a terceira componente da mesa, que é psicanalista, disse a frase definitiva: “Eu, se fosse você, não terminava. Às vezes ficamos mais presas a um amor quando ele termina do que quando nos mantemos na relação”.
Tacada de mestre.
A partir daí, começamos a debater essa inquestionável verdade: em determinadas relações, ficamos muito mais sufocadas pela ausência do homem que amamos do que pela presença dele. Creio que vale para ambos os sexos, aliás. Um namoro ou casamento pode ser questionado dia e noite: será que tem futuro? Será que vou segurar a barra de conviver com alguém tão diferente de mim? Será que passaremos a vida assim, às turras? Óbvio que não há respostas para essas perguntas, elas são feitas pelo simples hábito de querer adivinhar o dia de amanhã, mas a verdade é que mesmo sem certificado de garantia, a relação prossegue, pois, além de dúvidas, existe amor e desejo. E isso ameniza tudo. Os dois estão unidos nesse céu e inferno. Até que um dia, durante uma discussão, um dos dois se altera e termina tudo. Alforria? Nem sempre. Aí é que pode começar a escravidão.
Nossa amiga queixosa, a da relação iôiô, perdia o rumo cada vez que terminava com o namorado. Aí mesmo é que não pensava em outra coisa. Só nele. Não conseguia se desvencilhar, mesmo quando tentava. Todas as suas atitudes ficavam atreladas a esse homem: queria vingar-se dele, ou fugir dele, ou atazana-lo – cada dia uma decisão, mas todas relacionadas a ele. Só quando reatavam (e sempre reatavam) é que ela descansava um pouco desse stress emocional e se reconciliava com ela mesma. Eu nunca havia analisado o assunto por esse ângulo. Sempre achei que a sensação de asfixia era derivada de uma união claustrofóbica e a sensação de liberdade só era conquistada com o retorno à solteirice. Mas o amor, de fato, possui artimanhas complexas.
Minha amiga finalmente terminou sua relação tumultuada e hoje está vivendo um casamento mais maduro e sereno. Aquele nosso papo foi há alguns anos, mas nunca mais esqueci dessa inversão de sentimentos que explica tanta angústia e tanta neura. Por que temos urgência de abandonar um amor pelo fato de ele não ser fácil? Quem garante que sem esse amor a vida não será infinitamente mais difícil? Às vezes é melhor uma rendição do que fugir de um amor que não foi vivido até o fim. Foi isso que nossa amiga psicanalista quis dizer durante o jantar: não antecipe o término do que ainda não acabou, espere a relação chegar até a rapa, e aí sim."

- Martha Medeiros

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A pizza

Fernanda vivia num mundo diferente. Por vários caminhos que seguiu, encontrava novas amizades mas nunca uma que durasse muito. Finalmente encontrou uma que parecia ser uma boa amizade - nunca antes uma havia durado tanto quanto aquela. Mas com o tempo passando, Fernanda não conseguia ter um tempo divertido com sua mais nova amizade, como, por exemplo, dividir uma pizza. Gostava muito de comer, aliás, cereja era uma de suas preferências. Muitos dividiam pedaços de pizza com as novas amizades, mas Fernanda nunca conseguia comprar a tal da pizza. Um dia finalmente conseguiu, sua determinação a fez seguir o caminho e comprou, enfim, essa tentação. A sensação era que aquele pedaço era maravilhoso, o melhor do mundo. Saboreou cada pedaço, até que a pizza chegasse ao seu fim.
Mesmo que esta primeira pizza tenha sido conseguida, Fernanda, apaixonada pela deliciosa sensação, deseja comprar muito mais pizzas. Ganhar peso? Não é problema, o mais importante é o prazer de conseguir uma pizza.

domingo, 6 de abril de 2014

Capítulo 1

Ah o que dizer desses 12 meses? Talvez a palavra para esse primeiro capítulo seja "decisões". Cresci muito nesses meses, evoluí bastante: tanto fisicamente, quanto mentalmente. Consegui ficar mais em paz com meu corpo, consegui melhorar muito em fazer as coisas sem me preocupar com "o que os outros irão pensar?", aprendi a ser mais firme com o que penso. Passei por muitos testes, precisei encarar dias e dias seguidos de estudos, aguentar a rotina, comecei a poder fazer coisas só pelo fato de eu estar neste primeiro capítulo - e o que eu fizer a partir de agora definirá os próximos. Muito aconteceu neste período, diria que seu tamanho é grande, com várias escolhas e caminhos que poderia seguir, escolhi alguns certos, outros arriscados, outros errados, mas tudo isso é o que cria o caminho dos fatos que virão. Com certeza haverá muitas surpresas no segundo capítulo que começou. Basta viver para conhecê-las.