Como de costume, ela junto de suas companhias de sempre frequentava os mesmos lugares, já era algo tão normal que não havia espaço para questionamentos, era automático fazer as mesmas coisas todo dia, afinal aquilo era o certo a ser feito. Meio a seus caminhos, uma vez ou outra, ela via algumas pessoas saindo do caminho a ser seguido, aquelas que eram olhadas de um modo estranho. Mas para ela não era exatamente assim. Havia um estranhamento ao observa-las daquele modo tão diferenciado, claro, porém não as julgava do mesmo modo que a maioria daquele lugar fazia. Escutar aqueles comentários não lhe agradavam muito. De dia a dia, de tanto as observar, acostumou-se com a ideia de segui-las, resolveu ir, ao menos um dia. E assim foi. Numa tarde qualquer decidiu fugir por alguns instantes em que não era observada, assim ninguém notaria sua falta e não seria vista. De esquina em esquina ela se escondia e seguia aquelas pessoas tão diferentes para saber onde tanto frequentavam. Ao chegarem em seu destino, a garota parou. Observou aquele lugar da rua por um bom tempo. Ela queria entrar, ela sabia disso, sua curiosidade estava aumentando. E assim ela entrou naquela casa. Com muita cautela ela entrava nos corredores, não podia ser vista por ninguém, queria se arriscar sozinha. Entre o corredor de madeira e escuro, uma das portas lhe chamou a atenção: pintada de sua cor preferida era acompanhada de tudo que mais lhe agradava, fotografias, algumas frases escritas, e até mesmo o cheiro que saía daquela sala por trás daquela porta. Por alguns segundos se perguntou se deveria fazer aquilo, mas a curiosidade era muito grande e ela abriu a porta. Ao fazer isso, deparou-se com uma parede repleta de fotografias, havia música tocando e uma estante enorme no meio da sala. Era um ambiente de se impressionar, naquele momento ela se perguntava como as pessoas falavam tão mal daquelas que frequentavam aquele lugar. Analisando aquela grande estante velha de madeira, no topo, avistou uma caixa de vidro. Com a curiosidade presente desde que se arriscou neste novo caminho, foi escalando até chegar bem perto daquela caixa. Ao ver o que esta guardava, ficou surpresa. Uma cereja. A caixa de vidro guardava uma cereja. Mas não qualquer uma, aquela era muito avermelhada e maior que todas as outras que já tinha visto. Seus olhos grudaram naquele ponto vermelho, um desejo havia sido despertado dentro daquela garota. Ela queria a cereja. Mas aquilo era certo? Isso seria ir contra tudo que lhe é dito nos lugares que frequentava. Após olhar bastante para aquela cereja, percebeu um pequeno papel ao lado com um aviso: somente as pessoas que fossem frequentadoras daquela casa poderiam pega-la. Aquilo a incomodou, tanto o fato de estar desejando algo daquele grupo, quanto ao fato de não poder tê-la se não mudasse para este grupo. Após essa descoberta, achou melhor voltar para sua casa. Chegou e falou com sua família como se nada houvesse acontecido, mas lá dentro ela sabia. Aquele desejo havia surgido. Ela tentava distrair sua mente com qualquer coisa, funcionava, mas frequentemente aquela sala tão encantadora era lembrada, o que a fazia lembrar daquela cereja. A cereja proibida. Por que ela a desejava? Aquilo não podia estar acontecendo, o que seria dela se descobrissem que ela saiu do caminho que sempre fez? Mas a cereja continuava lá. Os dias passaram, o desejo continuava. Ela não sabia se a cereja ainda permanecia naquela caixa, não sabia se aquilo era certo, não sabia nem se possuiria a permissão de tê-la, não sabia se o desejo de tê-la era o suficiente para que ela entrasse para aquele grupo. Mas a garota sabia que o desejo havia aparecido. Conforme os dias passavam, ela guardava para si toda aquela lembrança. Mantendo-se distante daquele lugar ela estava segura de tudo e de não desejar mais aquela cereja, porque ela sabia que se voltasse àquela casa naquela sala, o desejo voltaria. Ela não sabia se continuaria com essa história ou não, mas por enquanto, o proibido ficava em segredo.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
A menina e o passarinho II
A chuva estava chegando. Mas junto a ela veio algo a mais, o passarinho havia voltado. Só com esta volta a menina havia ficado feliz, mesmo que houvesse algumas ameaças de chuva. Os dois passaram horas juntos, foi divertido para os dois, afinal passaram muito tempo separados. Como a menina havia previsto, a chuva chegou, mas não como o esperado. Aquela chuva não era capaz de destruir tudo o que estava por aquele lugar, não era destruidora, mas sim renovadora. A menina fazia com que cada gota que caía sobre seu rosto levasse uma tristeza embora, e apenas se concentrava no quanto aquele instante estava bom. As gotas de chuva eram cada vez mais presentes, mas isso não era tão incomodo, aquele momento era dos dois, apenas dos dois. Ao observa-lo a menina percebia o quanto aquele pequeno passarinho lhe trazia paz; era verdade, ela o amava. Após um tempo, enquanto apenas estavam se observando, ela viu como gostava disso. Apenas isso, olhar aquele pequeno passarinho na sua frente. Ao voltar para sua casa, pensativa, se perguntou se algum dia seriam apenas conhecidos, que foi muito bom enquanto durou, ou se continuariam assim para sempre. Mesmo sabendo que o 'para sempre' não existe, ela gostava de imaginar que nessa situação o para sempre seria possível.
sábado, 19 de janeiro de 2013
A menina e o passarinho
Ela vivia no escuro, nuvens nebulosas, cinzas e carregadas não a deixavam. Após um tempo, como num passe de mágica, um passarinho surgiu. Encantada com a mudança brusca, passou a segui-lo. Conforme sua aproximação aumentava, as nuvens tornavam-se mais claras, até que um dia não havia mais espaço para nuvem alguma. Que sorte a dela aquele passarinho ter surgido, ela pensava, desde que ele havia chegado somente dias ensolarados se faziam; algumas nuvens andavam por perto, mas o sol era mais forte. Após um período, o passarinho precisou voar para longe; a menina não queria que ele se fosse, e ela podia jurar que aquele pequeno passarinho sentia o mesmo, mas aquela separação era inevitável; e assim foi. Longos dias foram aqueles que a menina passou longe da presença daquele pequeno passarinho, mas ela sabia que essa separação não era permanente, apenas momentânea. Seus pensamentos eram ligados de alguma forma, deste modo, aquela distância não atingia estes dois, podiam se divertir ainda que fisicamente distantes. Entretanto, após esta longa temporada separados, a menina já não podia mais sentir o que era sentido antes, toda aquela felicidade de quando o passarinho estava presente já não aparecia mais, ela apenas sabia que era um bem estar grande quando estes dois se juntavam, mas já não era mais capaz de senti-lo ao se lembrar do que passaram juntos. Enquanto o passarinho não voltava, a menina permanecia a espera do dia do reencontro. Ela caminhava pelo campo, observando aquelas nuvens nebulosas voltando, avistando o mal tempo se aproximando. Enquanto a chegada das nuvens parecia cada vez mais próxima, ela se perguntava se quando aquele passarinho voltasse ele seria capaz de fazer com que aquela tempestade fosse embora, assim como ele fez, sem saber, quando surgiu para a menina pela primeira vez.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Continue sorrindo
Sempre há aquelas pessoas mais estouradas e aquelas que são o ponto da paz. Pessoas com os nervos a flor da pele quando se alteram de algum modo já é considerado algo normal, o que faz com que sua irritação perca um pouco de seu valor. Já aquelas que são a calmaria, que todos procuram, quando por algum motivo saem do comum é algo diferente, até mesmo assustador. Como aquela pessoa que sempre está calma e relaxa aqueles nervosos pode ficar estressada? Não, isso não é o certo, ela tem o direito de apenas estar sempre sorrindo e feliz, é o que ela faz.
Para que viver? Não é algo tão necessário assim. Todos tem medo da morte, mas não acho que seja isso. Todos tem medo de como ela irá chegar. Já disse aqui, e repito, não tenho medo de morrer, apenas o modo como irei embora desse mundo. Por mim.. não faço questão de estar aqui. Apenas fico pelas pessoas que me querem bem, nunca poderia fazer uma coisa dessas com elas, não posso pensar em machuca-las.
Me excluir de tudo e todos, me perder no mundo das palavras e dos números. Seria bom se excluir de todos, não é uma ideia tão ruim, evita arrependimentos e decepções futuras, seja de quem vier. Esquecer até do mundo a fora, não se concentrar em mais nada a não ser o teórico, em algum momento há de tornar-se um hábito. Ter felicidade baseada em chocolate pode tornar-se normal, afinal, é o gosto bom mesmo. Entrar no que todos falam, fazer a vontade de todos. Talvez por isso que seja difícil, essa vontade toda está nos outros, mas não dentro de mim. Que tentem. Quem sabe se me forçarem com uma colher daquelas bem grandes e enfiarem goela abaixo essa ideia, finalmente, entra na minha cabeça para que eu mesma tenha essa vontade? Pode ser que funcione. Mas também não devem esquecer que quando o remédio é realmente ruim, algumas crianças simplesmente pegam a colher e a jogam para o outro lado do cômodo.
Não ter vontade de nada, que coisa feia. Que tipo de pessoa é você? Apenas atende aos seus interesses. Quando se trata de ter responsabilidade e correr atrás dos compromissos você nunca se interessa. Você precisa mudar. Não farei mais nada, quem sabe da sua vida é você, tudo o que fizer a partir de agora será de sua responsabilidade, você trilhará sua vida. Ridículo o que você faz, precisa rever suas prioridades.
Ah e não se esqueça, você precisa ser sorridente, essa sua cara de insatisfeita não agrada ninguém, queremos você sorrindo.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Retrospectiva 2012
É.. você me surpreendeu 2012. Quantas coisas aconteceram esse ano. No segundo dia do ano escrevi aqui sobre 2012 estar começando "é um ano novo, para novas experiências, novas amizades, e novos acontecimentos"... que experiências, que acontecimentos e que novas amizades. Realmente de impressionar.
O ano que começou com dores nas primeiras horas, mas dias depois vieram com encantamentos e aproximação de pessoas que sempre foram distantes. Show. Sentimentos de ser presa a alguém. Sentir a pressão aumentando frequentemente. Medo de perder pessoas amadas. Mais pressão. Cada vez mais 'levando a vida'. Show para tentar dar uma renovada. Vontade de voltar no tempo. Esforço para conseguir aquilo de todos esperam. Cada vez mais me conformando em apenas continuar dia após dia, sem esperar mais nada de novo. Show para animar, mesmo passando mal. Outro show para dar alguma animada. Medo do futuro. Sensação de não conseguir o que os outros conseguem. Estar dividida entre as pessoas. Dois anos de blog. Pessoas sumidas ressurgiram. O arrependimento que não sumia. Sensação de fracasso. A situação toda cada vez pior. Decepção com o que seria minha alegria. Agora lembrando de tudo que percebo o quanto eu estava mal. O passado virou presente. Necessidade de me libertar. Complicações no meio do caminho. Felicidade de saber que algo muito bom já estava marcado para acontecer. Frustração de algumas amizades terem acabado. Mais felicidade de ter mais algo muito importante marcado. Tristeza pelo 'fim' estar próximo. Mais coisas felizes marcadas. Finalmente a liberdade por tanto tempo esperada. Senti a liberdade que parecia praticamente impossível de acontecer logo. A sensação de não precisar mais do que eu era tão acorrentada. Lembranças indesejáveis voltando com frequência. Tardes cansativas. Quatro shows de uma vez para dar uma sacudida na alegria. Mais três shows de uma vez para dar aquela reservada na felicidade. Maaais um show para depositar muita felicidade e destraumatizar o que aconteceu há cinco anos. Maaaaaaais um show de dar a felicidade extrema que eu nunca mais tinha sentido, além de ter sido esperado por muuuito tempo. A sensação de estar feliz de novo. A mudança. O encontro do que sempre foi procurado. Mais um show para acalmar e 'descansar' o corpo. Maaais um show para acabar de vez com o físico e deixar o bem estar nas nuvens. Algumas dúvidas. Sensação de que chegou a hora para valer. A confirmação de que eu estava sendo feliz a maioria das manhãs da semana. Ter que escolher entre minha felicidade e a felicidade dos outros. Saber que o fim estava realmente logo à frente. Preocupação demais com o pensamento alheio. Querer o bem de outras pessoas quase que mais do que o meu. Medo de magoar alguém. Ter mais certeza de seguir o que quero, fazer o que quero. Não me preocupar em sempre agradar os outros. Saber que sou feliz.
Percebo o quanto tudo mudou do início do ano para este final, o quanto eu mudei minha maneira de ver as coisas, o quanto eu mudei em tudo. Ilusões, decepções, alegrias, novas amizades, novas experiências, novas emoções. Consegui, finalmente, fazer com que o passado parasse de me incomodar e entristecer, parei com todos aqueles "e se?", me conformei com algumas situações, me arrisquei, me decepcionei, ri, chorei, surpreendi algumas pessoas, fui surpreendida, me diverti, encontrei pessoas novas, me distanciei de algumas, me aproximei de outras, fui a shows muito esperados, amadureci, enfim, cresci.
Que 2013 venha com muita felicidade e saúde para mim e todos que conheço - aliás, por que não tudo de melhor para todos? Pode vir 2013, estou curiosa para saber o que você guarda para mim.
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"Nossas vidas são definidas por momentos. Principalmente aqueles que nos pegam de surpresa." - Bob Marley
Que 2013 venha com muita felicidade e saúde para mim e todos que conheço - aliás, por que não tudo de melhor para todos? Pode vir 2013, estou curiosa para saber o que você guarda para mim.
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"Nossas vidas são definidas por momentos. Principalmente aqueles que nos pegam de surpresa." - Bob Marley
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
10.10.2012
O que dizer sobre esse show? Nem sei direito hahahaha Deixei passar muuuito tempo, não lembro de quase nada e ainda não consigo ver a filmagem do show, mas também não posso deixar de colocar aqui algo sobre isso.
Sei que no caminho para ir para esse show eu já estava me sentindo cansada - com o acúmulo de dor física do primeiro show e um pouco do show do Snow Patrol -, mas tudo valia porque eu iria num segundo show do Linkin Park! Depois daquele primeiro eu não poderia deixar uma chance dessas passar. Chegamos numa hora boa, eu acho, quando entramos vimos a difereeença extrema do primeiro show, em como lá dentro estava mais vazio. Com essa novidade, saímos do nosso cantinho esquerdo de sempre e fomos mais para o meio. Como ainda faltava talvez uma hora para o show começar, sentamos no degrau. Durante essa espera o cansaço foi ficando cada vez mais presente e eu, minutos antes de um outro show de Linkin Park, comecei a ficar com muito sono. Muito sono. Mas nesse dia além das pessoas que sempre estão comigo nos shows, havia mais duas pessoas. Uma delas me mantinha acordada, mas eu não iria dormir u.u Um absurdo cochilar antes de um show desses.
Depois do tempo lá, o show começou e fiquei alterada já com o começo de With You, gritei bastante, e fiquei ai olha eles aí de novo, olha o Mike de novo *----* Com Faint vindo depois não foi muito diferente. O mesmo com Given Up - e eu adorei de novo gritar com o Chester nessa hahahaha. Em Victimized eu mais me diverti do que cantei, só no início eu já comecei a rir olhando para os loucos gritando que já sabiam o que viria. Gosto bastante do Mike cantando nessa música, mas a parte do Chester já é demais, mas claro, aproveitei a música rindo e olhando para quem enlouquecia pulando e gritando junto - uma amiga que estava no meu lado era uma dessas pessoas, me diverti. Também observei as hienas do telão porque eu só vi que tinha hienas no primeiro show quando fui ver as fotos. As outras foram vindo, eu cantando, e aí sim, eu consegui tirar fotos e filmar algumas músicas porque não estava tão alterada como no primeiro show, e ainda não entendo porque tem que ter New Divide, essa música não é nada demais u.u Fiquei muuito feliz quando eles começaram When They Come for Me - eu nem tinha esperanças dessa música ser tocada lá, na verdade não tive tempo de pensar em quais eles poderiam tocar lá, meu cansaço era muito grande para isso -, e eu adoro ver o Chester cantando o "ah ah ah ah aah ah ah ah", acho engraçado, é legal hahaha Wainting for the End eu não fazia questão, já gostei muito mais dessa música ano passado. Amei conseguir escutar mais uma vez a junção toda Leave Out All the Rest/Shadow of the Day/Iridescent, muito bem feita, juntaram as partes que eu mais gosto dessas músicas, principalmente de Iridescent! The Catalyst foi animada e lembrei de como ela me fez bem no primeiro show, quando ficou tudo muito alto do nada. Em Burn it Down curti de novo os foguinhos subindo, e com In The End depois eu cantei, claro, com todas as minhas forças - de novo. É tão lindo falar 'de novo' nessa situação hahahaha Mas quando acabou percebi que não fiquei como da primeira vez, totalmente alterada e tal, mas acho que foi exatamente porque era a segunda vez ou então porque essa primeira vez ainda era muito recente. Bleed it Out foi a festa como sempre acho que é. Quando deram aquela saída rápida, deu para dar uma respirada, fiquei falando "eles não cantaram Papercut, eles não cantaram Papercut, eu quero essa música de novo" e também percebi que lá estava bem diferente do primeiro show: o calor estava muito forte, mas não tanto quanto o do primeiro dia, não tinha toda a fumaça que tinha do primeiro dia, e também não estava tão lotado quanto o primeiro dia - o que é de se esperar de um show extra, mas mesmo assim, para ser um show extra até que estava bem cheio. Voltaram com Lost in the Echo, e gostei mais do primeiro dia, sei lá o porquê. Como penúltima música do show aí siiiim veio Papercut, não lembro bem, mas devo ter pulado e gritado muito. Pensando bem, acho que o show toda eu estava sentindo dor, principalmente nas pernas, então talvez isso tenha feito eu aproveitar "menos" evitando pular em shows. Mas com One Step Closer como última música, depois do primeiro show e de toda a felicidade que eu senti naquele momento, dores nas pernas? Isso não era um problema, isso não iria me impedir de pular e gritar o máximo que eu conseguisse. E fiz. Pulei e gritei tudo o que podia. Quando acabou, fomos para a sessão de fotos que sempre tem. Estava bem suada, mas nada nesse se comparou ao primeiro show, talvez por ter sido A primeira vez e tal. Mas esse show extra não fica para trás, só que a alteração que tive em One Step Closer no dia 08 é algo que eu não consigo explicar nem como aquilo aconteceu. Queria sentir isso mais vezes, é bom demais hahahaha
Com esse show extra consegui levar pessoas a irem num show maravilhoso, isso me deixa feliz, eu fui num segundo show deles, isso me deixa feliz, cantei a maioria das músicas por uma segunda vez, isso me deixa feliz. A consequência disso tudo foi pernas muuuuuito doloridas, mas que só de eu sentir a dor me fazia sorrir por lembrar da causa. Esse não foi tão bom quanto o primeiro, mas iria me arrepender se eu não tivesse ido a este show, porque afinal, também foi muuuuito bom *-*
E que o próximo venha logo u.u
Setlist do show
1.With You
2. Faint
3. Given Up
4. Victimized (w/ QWERTY bridge)
5. Lying From You
6. Somewhere I Belong
7. New Divide
8. In My Remains
9. Empty Spaces
10. When They Come for Me
11. Waiting for the End (Until It Breaks intro)
12. Breaking the Habit
13. Leave Out All the Rest / Shadow of the Day / Iridescent
14.The Catalyst
15. What I've Done
16. Burn It Down
17. In the End
18. Numb
19. Bleed It Out (w/ Sabotage bridge)
Encore:
20. Lost in the Echo
21. Papercut
22. One Step Closer
sábado, 15 de dezembro de 2012
Algo infinito
Aquele grupo se unia pela última vez naquele lugar, não havia mais a certeza de que iriam se ver como sempre fizeram. Palavras, palavras e palavras, havia muito a ser dito dentro daquelas poucas últimas horas, o que as tornava intensas. Como eram misturadas as emoções naquele momento, memórias eram retiradas do fundo das gavetas, trazendo alegria e saudade. Felicidade de conseguirem ter chegado até onde chegaram misturada com o medo do diferente que está por vir. Risadas não deixaram de fazer parte deste momento, afinal eram estas que tiravam a tensão. Com a sensação de já ter chegado o fim de tudo, o alívio havia chegado, assim como a sensação de despedida. Mas não foi tão simples assim. Este mesmo lugar, com este mesmo grupo de pessoas, recebeu a visita de um anjo. A visita foi inesperada, sem aviso prévio, causando grandes mudanças em alguns daqueles que marcavam presença. Não foram todos que puderam senti-lo, mas os que sentiram puderam lembrar que algumas coisas são muito mais fortes do que outros fatores; como a amizade. Após lágrimas, sorrisos, surpresas, beijos e abraços, ali era o início do fim. O fim que estava cada vez mais próximo. Ou aquele já era o fim?
Precisa haver um fim? Não, não precisa. Enquanto as memórias existirem na mente de cada uma daquelas pessoas, tudo aquilo continuará existindo. Até o último coração parar de bater.
Não, nem mesmo assim isto irá acabar, uma vez que o que foi feito por aquelas pessoas foi compartilhado com muitas outras, que compartilharão com outras, e assim sucessivamente. Mas e agora? Até onde isso irá? Não há limites, o que aquele grupo construiu tornou-se infinito.
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