segunda-feira, 27 de abril de 2020

Uma década de Atreva-se!

Uma década! Dez anos! Este blog completa 10 ANOS HOJE! Já tem a idade de uma criança grande, fico chocada! Eu mal acredito que dez anos depois eu continuo escrevendo aqui. Para quem não sabia o que escrever na primeira publicação, cheguei bem longe. E ainda pretendo ir mais! Não está nos meus planos abandonar esse cantinho, que passou a ser um lugar de depositar meus pensamentos e impressões do mundo conforme cresço e amadureço. Ainda tento manter a ideia de pelo menos uma publicação por mês para aqui não ficar repleto de teias de aranha e abandono, mas desde a primeira vez que acabei deixando passar um mês sem nada, em 2016, nunca mais consegui manter essa minha meta como fazia antes, de anos e anos seguidos sempre com pelo menos uma publicação por mês. Claro que isso tem a ver com o tempo disponível que eu tenho para vir aqui e postar, que a cada ano que passa torna-se cada vez menor. Quando este blog foi criado, em 2010, eu tinha todas as tardes, de todas as semanas, livres para eu fazer o que quisesse. Hoje, dez anos depois, levando em conta todas as tarefas que preciso fazer diariamente, meu horário livre se resume basicamente a duas horas ao fim do dia, então tudo que faço é baseado em prioridades, nunca mais consegui fazer tudo que tinha vontade e ainda ter tempo sobrando. Por isso só apareço aqui quando é prioridade: aniversários, depoimentos de shows, eventos marcantes na minha vida, pensamentos que ficam na minha cabeça por alguns dias, e por aí vai. Obviamente vir aqui hoje é uma prioridade porque meu blog está completando dez anos e eu tenho muito carinho por esse cantinho escondido que cultivei. Espero do fundo do meu coração continuar vindo aqui por muitos mais anos. 

PARABÉNS, ATREVA-SE 
(E dessa vez não errei a data de aniversário :P)

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Capítulo 7

Chegou o capítulo 7. A chegada não foi exatamente como a nossa personagem esperava, afinal desta vez havia planejado encontrar vários amigos. O destino preferiu que ela permanecesse em casa neste período. Tudo bem. Tudo tem seu tempo e o momento de encontrar todos que ela gosta de estar perto irá chegar. Neste capítulo, as responsabilidades aumentaram e a vida adulta parece mais próxima - na verdade, na altura dessa história, a fase adulta já chegou, mas a protagonista se recusa a acreditar nisso já que no imaginário dela a vida adulta seria bem diferente. Lidar com finanças foi uma experiência nova e um pouco confusa no início, mas ao longo do tempo ela foi aprendendo. Junto com isso, podemos perceber que nossa personagem descobriu uma grande força de vontade para correr atrás do que quer, incluindo a busca por um corpo em que esteja satisfeita, e ela sabe que está cada vez mais perto. Esse capítulo foi um período em que ela pôde se desenvolver mais, ajudar as pessoas mais próximas, amadurecer mais com as coisas da vida que surgem nessa fase e, principalmente, dar valor aos bons momentos - porque depois de tantos capítulos turbulentos, ela com certeza sabe avaliar e agradecer quando tudo parece estar bem. Veremos o que o capítulo 8 nos trará.

sábado, 28 de março de 2020

Tokio Hotel mais uma vez.. me iludiu!

Ok, não foi exatamente culpa do Tokio Hotel dessa vez. MAS ainda sim, pela segunda vez, fui iludida achando que iria ao show do Tokio Hotel no Brasil e no final não teve nada. Dessa vez é por conta do coronavírus, que atualmente faz todos ficarem em casa e não há um dia que alguém não fale "se você pode, fique em casa". Lojas fechadas, hotéis fechados, voos cancelados, shows cancelados, tudo por conta disso. É bem irônico isso acontecer no período em que TH viria para o Brasil: eles sempre demoram cinco anos para voltar e quando decidem voltar, acontece uma pandemia mundial. Enfim, esse é só mais um episódio de quem é fã de Tokio Hotel. 

Teoricamente o show foi apenas adiado, não foi cancelado. Mas com a fama que eles têm, eu duvido muito que o show seja remarcado. Vão acabar cancelando e devolvendo o dinheiro do ingresso. Eu já tinha/tenho ingresso para o show, passagem de avião e hospedagem aceitados. Com toda essa confusão, tudo precisou ser remarcado para o fim do ano. Eu torço para que o show aconteça ainda esse ano, mas não tenho muitas esperanças de que eles farão esse show na américa latina quando essa crise mundial de saúde pública acabar. 

Procurando sempre ver o lado bom das situações, vou poder ir ao show do McFly, que já tem data remarcada e será em outubro. Seria muito azar Tokio Hotel remarcar o show para o mesmo dia do McFly, então acho que pelo menos vou conseguir ir aos dois shows - se esses alemães realmente virem né. 

Só resta aguardar pelos próximos capítulos.

domingo, 8 de março de 2020

Um trevo de quatro folhas

Nunca imaginei que seria uma pessoa sortuda. Conforme fui crescendo, comparava minha vida com a de outras pessoas e parecia que eu estava atrasada em vários aspectos na minha vida, tanto para as questões que eu já queria ter conseguido na época, quanto para coisas que eu ainda nem tinha vontade e eu parecia a errada da história por não ser como a maioria. O tempo foi passando e cada vez mais fui percebendo que a imagem que eu tinha de mim e das outras pessoas era errada, principalmente na área de relacionamentos, seja amizade ou amor.
Via o grupo das pessoas consideradas “populares” da escola e sentia vontade de participar, “queria poder ser desse grupo, ter vários amigos assim deve ser legal”.  Os anos se passaram, descobri que as amizades que aquelas pessoas tinham não eram tão verdadeiras assim e senti alívio em saber que as poucas pessoas que eu poderia chamar de “amigas” eram realmente minhas amigas. A parte de amizade estava resolvida – em partes, mas naquele momento foi o bastante -, só faltava a parte do amor.
Essa área específica não era o meu forte. Desde que me lembro, eu nunca havia encontrado/me interessado/envolvido com pessoas decentes, que realmente me fizesse bem. Com a autoestima lá embaixo, a situação não me ajudava, mas depois de tanto tempo, eu finalmente pude participar do mundo que tantos já falavam há anos, mesmo que naquele momento eu não estivesse tão segura da decisão que havia tomado. O medo de um compromisso era real e precisei de um tempo para digerir que eu realmente estava naquela situação. Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Mesmo com medo de me machucar, de machucar outra pessoa, de me sentir insegura e todo o nervosinho que bate quando não sabemos exatamente o que vai acontecer, hoje agradeço a mim mesma por ter aceitado entrar nesse “futuro incerto”.
Com o tempo, a decisão que tive lá atrás se mostrou a melhor que eu poderia ter feito, de verdade. Foi a partir dela que pude sentir coisas que eu nunca havia sentido, ter novas experiências, amadurecer, ganhar mais confiança e, finalmente, ser apenas eu, sem me preocupar em sempre agradar. Poder vivenciar isso com certeza é uma sorte, poder sentir tanta tranquilidade, tanto amor, tantas coisas boas de uma vez. Fazendo a mesma comparação que eu fazia quando era mais nova, agora o jogo virou e eu que sou a sortuda, que virou referência. Nunca imaginei que seria uma dessas raras pessoas que pode dizer que está nessa estrada em conjunto há tanto tempo, afinal, “se tantas pessoas tentam e não conseguem, por que eu que não tenho nada demais conseguiria isso”? Mas aqui estou, comprovando para mim mesma que eu consegui sim e ainda consigo, sem dificuldades – o que torna tudo ainda mais lindo.
Todos os anos agradeço ao universo por eu ter a oportunidade de viver algo que tantos procuram, mas não encontram, por encontrar alguém que consiga me fazer sentir tão bem. Seria uma história de filme? Com certeza, e de vários finais felizes porque já vivi vários momentos que dariam um final feliz perfeito. Só agradeço a tudo e a todos os envolvidos por uma oportunidade dessas. 

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Tokio Hotel mais uma vez!

É engraçado como muita coisa muda em 10 anos e algumas coisas ainda resistem. Lá em 2010 quando eu soube que Tokio Hotel faria o primeiro show no Brasil eu fiquei desesperada e isso era a única coisa que ficava na minha cabeça, "a melhor banda do mundo vem para o Brasil e não vem para o Rio, não posso perder isso de jeito nenhum". Chega a ser engraçado as primeiras publicações que fiz quando soube dessa notícia, toda aquela intensidade da adolescência, principalmente a que fiz quando finalmente pude dizer que eu iria ao show. Às vezes sinto falta de ter toda aquela adrenalina liberada por "coisas simples", como ver a sombra do tchauzinho que o Bill deu dentro do carro quando estavam chegando na Via Funchal. Depois, em 2015, eu achava que se eles viessem ao Brasil eu não faria questão de ir se não viessem ao Rio de Janeiro, mas foi só divulgarem que teria a chance de mais de um show no Brasil que me agitei, será que finalmente chegaria a vez do RJ? No fim das contas, foi apenas São Paulo de novo. Mas claro que eu fiquei com vontade de ir, ainda mais quando soube que teria pacote de Meet & Greet, essa era a minha chance! Foi um dia incrível, eu revi as amizades que eu tinha feito por conta da banda, consegui curtir as músicas do Kings of Suburbia - que eu não tinha curtido tanto como Humanoid, mas tinha dado tempo de me acostumar e gostar -, curti muito o show e obviamente a melhor parte: conheci esses quatro alemães com direito a foto (que não ficou feiaaaaa)!!! Lembro de olhar a foto pela primeira vez e pensar "meu Deus, isso foi real".

Depois disso eles meio que sumiram né, criaram esperanças de que lançariam o melhor álbum que já fizeram e eis que surge o Dream Machine. Adorei a capa, o nome, mas as músicas? Péssimas. Das dez músicas, só gostei de duas. E até hoje não lançaram álbum novo, apenas singles, mas que pelo menos são melhores do que as músicas do Dream Machine. Eles estavam fazendo a turnê Melancholic Paradise, com músicas das antigas, revivendo o passado (ou deveria dizer revivendo a época em que faziam músicas boas?), pensei "seria legal se viessem aqui", mas eu não tinha esperança de que uma turnê dessas chegasse até a América do Sul. Mas num é que chegou?! Dia 16 de janeiro eu fiquei chocada em saber que eles realmente viriam - até porque em 2018 o Bill publicou no Facebook, no dia do aniversário dos Kaulitz, que fariam show na América Latina, com os nomes das cidades, e Rio de Janeiro no meio... mas no fim da história não teve show nem em São Paulo, o que deixou todos os fãs que ainda restaram bem chateados, principalmente porque não deram nenhuma satisfação depois, apenas nunca mais tocaram no assunto. 

Então sabendo que Tokio Hotel realmente vem ao Brasil para um show único em São Paulo mais uma vez, começaram meus pensamentos: não acho que vale gastar dinheiro com passagem, hospedagem e ingresso para ir nesse show, as últimas músicas ficaram muito ruins e nem gosto mais tanto assim. Por curiosidade fui ver o dia de semana que será o show: domingo. Um dia ruim para estar em São Paulo à noite, se logo pela manhã da segunda-feira já tenho compromissos - saudades resolver isso com "só faltar aula". Para piorar a situação, o show do Tokio Hotel é no mesmo dia do show do McFly, que vai voltar depois de aaaaaanos parados. Com isso logo pensei "Ah sem chances Tokio Hotel, é num domingo, é no dia do McFly, aqui no RJ vou gastar muito menos", e então estava decidida de que pela primeira vez eu não iria ao show do Tokio Hotel.

Mas aí vem o marketing deles né e foi só eu assistir ao vídeo que postaram no Instagram divulgando a tunrê na América Latina que me ganharam. Estrategicamente essa turnê busca as músicas antigas, que todos os fãs sempre dizem sentir saudades, então ganham muito com isso. Comecei a pensar: "Oras, se o problema era que as últimas músicas não eram legais, essa turnê é das músicas antigas, as que eu mais gosto. Sendo domingo, posso voltar na segunda-feira bem cedo. Sobre o show do McFly, eles devem lançar álbum novo logo com a volta deles, então com certeza vão voltar. Acho que dá para ver Tokio Hotel mais uma vez, não quero perder, vai que é o último show deles aqui no Brasil".  E foi assim que decidi que eu iria nesse show, no fim do mesmo dia que eu estava decidida de que não iria. É muito doido o que uma paixão da pré-adolescência e adolescência pode fazer, né?! Comecei  a pesquisar os custos de tudo para essa viagem. Na mesma semana consegui garantir os ingressos, as passagens e o hotel. Tudo certo! A única coisa que não vai dar esse ano vai ser o pacote Meet & Greet, porque o mesmo que tive em 2015 está lá pros mil reais e isso já é demais - até porque eu já consegui conhecer os quatro e ter uma foto, seria mais para atualizar, mas R$1.000 para ter uma foto já é demais.

O legal desses shows do Tokio Hotel não é apenas o show, é todo o processo de viajar, estar em outra cidade, rever os fãs deles, o show em si, o clima no aeroporto, gosto muito. Então eu, depois de quase 10 anos do primeiro show do Tokio Hotel no Brasil, estarei novamente em São Paulo dia 22 de março de 2020 para assistir a esses alemães ridículos que não sabem se comunicar com os fãs direito, mas que ainda amo o que eles já me fizeram sentir e toda a história que construí e cresci com eles. 

Vem 22.03.2020!

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Retrospectiva 2019


Quando paro para pensar em como eu era dia 01 de janeiro deste ano, antes de passar pelos desafios de 2019, quase não consigo me lembrar. Os acontecimentos e as mudanças desses últimos 365 dias me deixaram mais próxima do "mundo adulto". A oportunidade de começar a construir minha vida profissional veio, tive as primeiras experiências e precisei de mais tempo do que imaginava para me adaptar a essa nova fase, eu mal podia esperar para chegar o momento de já ter acostumado a essa nova rotina, que eu sabia que era apenas o começo já que terei que continuar nesse mundo para o resto da vida. Demorou, mas finalmente consegui me acostumar, até mesmo sem perceber. Mas com isso não vieram apenas as obrigações, preocupações e responsabilidades, também pude vivenciar como é ser mais independente em vários sentidos, principalmente financeiramente. Precisei aprender a ter mais controle do que gasto e a escolher no que valeria a pena gastar. 

Além da área financeira, outra independência descoberta em 2019 foi que vi que consigo fazer o que eu quero sem precisar esperar que outras pessoas também queiram o mesmo. Se antes eu acabava deixando passar algo que eu queria fazer apenas por não ter companhia, já posso dizer que esse ano dei o primeiro passo para não depender tanto de outras pessoas. Agora parto do pensamento "Não é você que quer? Por que o outro não querer fazer isso vai ser desculpa para você não fazer? Se realmente quer, só depende de você". E foi assim. Em 2019 fui ao show do Sandy & Júnior sem companhia, em 2019 segui meu projeto de me dedicar a atividade física, sem companhia.

Acredito que o maior marco desse ano foi ter me descoberto no mundo das corridas - e isso foi uma consequência de eu ter persistido na minha buscar por emagrecer para ter um corpo que eu aceite melhor. Com a mudança de rotina, continuar na vida fitness foi difícil, dei uma regredida e em alguns dias a vontade era de desistir. Mas tirei forças sabe-se lá de onde, talvez do trauma dos anos difíceis da adolescência, e segui em frente. Testei várias formas de motivação e finalmente encontrei uma que funcionou, no início ainda foi difícil, mas a construção de novos hábitos é sempre difícil né? Com o tempo fui pegando o jeito, depois parei de enxergar como uma obrigação e depois passei a realmente gostar. Isso influenciou minha visão sobre ficar na esteira e correr. Comecei a corrida de rua em agosto e não tenho intenção de parar. Foi em 2019 que eu finalmente voltei a dançar! Não foi em aula de dança como eu queria e sinto falta, mas o que consigo fazer com video game já está ótimo e coloca meu corpo em movimento. É o que consigo encaixar na rotina e me divirto. 

Posso dizer que esse ano foi muito bom para meu corpo e isso com certeza influenciou na minha disposição para encarar a rotina pesada que começou em 2019. Minha missão para 2020 é conseguir controlar minha alimentação, já que minha busca por emagrecer parece sem fim, sempre com altos e baixos. Se emagrecer é a junção de praticar atividade física com uma alimentação saudável, o primeiro passo eu já consegui acostumar, o segundo será no ano que vem. Tem que ser. 

Minha saúde mental e paz interior seguiu firme, sem grandes impactos tirando a frustração da barriga não estar como eu gostaria. Sigo com o projeto de escrever algo de bom todos os dias, realmente acredito que isso faça a diferença, mesmo que implicitamente. Os estudos foram tranquilos esse ano, mesmo com o projeto de um trabalho puxado - o pesado será ano que vem. As áreas da minha vida que mais me deixaram atenta foram a financeira e a fitness: exatamente as áreas que eu quero melhorar em 2020. Espero conseguir. 

Com toda essa retrospectiva de 2019, a palavra que definiria esse ano seria "maturidade". Sinto que com essas conquistas me tornei mais próxima do que considero ser o "mundo adulto", como ganhar meu próprio dinheiro e não desistir do que sei que preciso fazer apenas por não ter companhia. Espero que em 2020 eu consiga evoluir na vida fitness, tanto em exercícios físicos quanto em alimentação, assim como na vida acadêmica e profissional. Estou curiosa para saber o que 2020 me aguarda.

Que 2020 seja feliz!

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Tudo é o ponto de vista

Nosso jeito de encarar o mundo sempre pode mudar. Já tive um período da minha vida em que eu era bem negativa, "melhor pensar negativo e se surpreender se der certo do que achar que tudo vai ficar bem e se decepcionar". Provavelmente no meu inconsciente eu falava isso para tentar me convencer de que era bom pensar assim. Mas não é. Nunca foi. Pensar negativamente traz um peso tão maior para tudo na vida! Conscidentemente foi nesse mesmo período em que eu estive pior e mais triste, emocionalmente e fisicamente. Sei que pensar desse jeito interfere no emocional e vice versa. Com o passar dos anos, meu jeito de pensar mudou totalmente. Não sei exatamente como eu passei a mudar, mas hoje sou outra pessoa. Tudo é uma questão de ponto de vista, você pode focar no que deu errado ou no que poderia ter sido, ou você pode focar no que deu certo e foi o melhor para você. A vida ficou bem mais leve depois que consegui mudar o meu jeito de pensar.

Por eu ter vivido o outro lado, já ter sido pessimista, desanimada com a vida, etc, eu vejo pessoas assim e sinto vontade de ajudar, porque sei o quanto é pesado. E além disso tudo, também acredito que nós atraímos o que pensamos. Coincidentemente ou não, quando eu não acreditava que as coisas iriam melhorar, parecia que muita coisa dava errado para mim. Hoje, que tenho pensamento para cima, parece que as coisas sempre tem um jeito e melhoram. Claro que isso tem a ver com o foco que eu dou para o acontecimento. Por exemplo, muitas pessoas estão desesperadas para trabalhar. Alguém que tem um emprego e é pesado tem duas possibilidades: reclamar que o trabalho é ruim ou agradecer por ter um emprego. Acho que é questão de gratidão, agradecer pelo que tem, pelo que já deu certo e acreditar que as coisas vão melhorar. Claro que tudo tem sua intensidade, não dá para agradecer por um emprego se ele interfere na saúde, seja física ou mental. Mas sei que na maioria das situações, se focarmos no lado bom, tudo pode ser mais leve. Sigo com o pensamento de que cada um lida com as coisas de uma forma e se alguém está triste ou mal por algo que não considero que seja motivo para isso, nunca faria a comparação "você está assim por isso? Tem crianças morrendo de fome na África", porque a dor de uma pessoa não diminui ao saber a dor que o outro sente. Por isso eu sempre tento me colocar no lugar do outro e ajudar como posso. Claro que às vezes eu não tenho forças nem disposição para seguir sempre assim, até porque para conseguir ajudar alguém, essa pessoa precisa querer ajuda e estar disposta a mudar. E nem sempre é assim. 

Mesmo que nem todos os dias sejam fáceis para mim - o que, pelo meu jeito, desconfio que algumas pessoas achem isso  -, eu tento sempre enxergar o lado bom das coisas.