segunda-feira, 22 de março de 2021

Harry Potter e o Enigma do Príncipe



Autora: J.K. Rowling
Páginas: 512 páginas
Editora: Rocco

O que achei do livro

Que livro maravilhoso! Que banho na Ordem da Fênix. Eu simplesmente não conseguia parar de ler. Um dos melhores da saga, arrisco a dizer que talvez consiga ocupar o primeiro lugar, maaas talvez o Enigma do Príncipe fique em segundo lugar por muito pouco - pode ser pela lembrança emocional que o quarto filme tem para mim.

Eu fiquei chocada em como esse livro fala do passado do Voldmort e no filme praticamente tudo ficou de fora! Queria muito ter visto as cenas de quando Harry e Dumbledore visitam a casa da família Gaunt.

Minha tática de ficar anos sem assistir ao filme para conseguir ler o livro e me surpreender mais deu certo! Não consigo me lembrar de muita coisa e acho que isso me ajudou a gostar ainda mais do livro, mesmo que os pontos principais e revelações eu não tivesse esquecido. As diferenças na hora da morte do Dumbledore me surpreenderam, no livro tudo parece mais difícil, confuso, perdido e escuro - enquanto pelo que lembro, no filme as coisas seguiram um pouco mais organizadas e com menos ódio por todo lado.

Estou ansiosa para assistir ao filme, finalmente me sinto liberada para assistir. Gostei tanto desse livro que já senti vontade até de reler todos - menos a Ordem da Fênix, esse daí realmente não me conquistou, Harry fica muito chato. Ok que em alguns momentos de Enigma do Príncipe o Harry faz algumas coisas dignas de revirada de olhos - digamos que a admiração que eu sempre senti pelo Harry diminuiu bastante a partir da Ordem da Fênix e Hermione segue firme e forte como a rainha da saga.

Eu adorei esse livro, ele realmente me prendeu por horas! Enquanto eu fazia outras coisas, já queria pegar para ler e quando eu estava lendo só parava por conta de alguma outra coisa que eu precisava fazer, como dormir ou trabalhar 😝

Espero que o Relíquias da Morte mantenha esse mesmo nível!



segunda-feira, 8 de março de 2021

Invisible string


"Um fio vermelho invisível une as pessoas que estão predestinadas a se unir, independentemente do tempo, lugar ou circunstância. O fio pode esticar ou emaranhar-se, mas nunca irá partir.”

Eu acredito que as pessoas estão destinadas a conhecerem outras e que não existe isso de conhecer alguém por um acaso. Gosto de pensar que não há outra explicação além dessa quando desde o primeiro momento existe a vontade de se aproximar de uma pessoa. 

Eu, que mais nova me considerava com azar em relação a interação com outras pessoas, fico surpresa de como o jogo virou. É como se o universo falasse "calma, você ainda vai se surpreender". O que parecia uma decisão difícil num momento, vejo que foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. Vejo várias pessoas em busca de algo que tenho e penso "como consegui ter tanta sorte?".

É o tipo de coisa que deixa meu coração quentinho e que tenho consciência da importância de cuidar. Se por algum momento eu esqueço de como essa situação é difícil acontecer, basta entrar nas redes sociais ou até mesmo conversar com amigos para me lembrar de que eu realmente dei muita sorte. Meu fio está reto e não está nos meus planos deixar que ele seja enrolado. Uma sorte dessas é uma das melhores coisas da vida.

∞

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Tudo e Todas as Coisas


Autora: Nicola Yoon
Páginas: 304 páginas
Editora: Novo Conceito

O que achei do livro:
Eu acho que criei muita expectativa em cima desde livro. A situação de uma menina que teve a vida inteira de quarentena me chamou a atenção - afinal, o mundo segue (ou deveria seguir) em quarentena há quase um ano. Então achei que ler um livro onde a protagonista vivia nessa mesma situação seria interessante. E até que foi, mas justamente por mostrar a vida de uma adolescente em quarentena, a história não me prendeu muito. Parecia que nada acontecia direito - e sei que é para ser dessa forma mesmo, afinal é alguém que nunca saiu de casa e não há tantas atividades a serem feitas. 

Achei legal o modo que a Maddie e o Olly se conhecem através das janelas, como vão se aproximando, o sentimento confuso de querer ficar perto mas ao mesmo tempo saber que é perigoso. 

Eu adorei a Maddie ter decidido sair de casa e viajar para onde queria, mesmo com todos os possíveis perigos de ficar doente, só para poder se sentir viva. A ideia de somente existir e sobreviver não traz felicidade - afinal, de que adianta viver por mais tempo e não haver memórias de momentos incríveis? Seria maravilhoso fazer uma viagem como a que ela fez - não exatamente para o Havaí, eu até iria para lá, mas estaria bem em qualquer lugar de praia com quem eu estivesse apaixonada, como se fosse uma viagem de poucos dias para fugir da realidade. Toda a pressa que ela sentia em ver tudo do mundo de fora, ter todas as experiências, acabou se conectando comigo de alguma forma. Se antes da pandemia eu já sentia a necessidade de "ver o mundo" e ficar próxima à natureza, quando as coisas voltarem ao normal após a vacina acho que esse sentimento será ainda maior.

A virada do livro realmente me surpreendeu, porque eu nunca imaginaria que uma mãe seria capaz de trancar a filha a vida inteira dentro de casa sem que houvesse uma doença real - ok que parece com a história da Rapunzel, mas nesse livro a mãe realmente amava a filha. Imaginar como seria se eu passasse a vida trancada e descobrisse que não era por conta de nada real me traz angústia, nem saberia o que eu faria nessa situação. Ok que a mãe não fez por maldade, mas precisava seriamente de terapia desde o trauma de perder o marido e o filho.

O final da história pareceu que não acabou direito, acho que poderia ter mais informações de como a Maddie seguirá a vida: onde ela vai morar? Como vai se sustentar? Perdoaria a mãe algum dia? Em quanto tempo? São coisas que eu gostaria que estivesse no livro, porque final aberto realmente não é pra mim. 

Então no geral, o livro é legalzinho, mas a história não me prendeu muito até um pouco mais da metade da história. Não gostei tanto quanto achei que a história faria, mas de uma forma geral é um livro ok.



domingo, 14 de fevereiro de 2021

Have courage and be kind

É maravilhoso poder olhar para trás e perceber que numa situação do passado que exigia uma decisão difícil, nossa escolha nos levou a experiências incríveis. Ter a coragem de nos aceitar como somos e seguir com o que o coração deseja é uma das melhores coisas que podemos fazer por nós mesmos. 

Aceitar ter uma vida em que fugimos do que queremos é bloquear que a felicidade chegue por completo. Seguir o coração pode não ser a tarefa mais fácil, mas com certeza é a que mais vale a pena.

"Nosso destino vive dentro de nós, você só tem que ser corajoso o suficiente para vê-lo." - Valente

domingo, 31 de janeiro de 2021

A cereja proibida já não tão proibida

Ela não sabia se continuaria com essa história ou não. O proibido se manteve em segredo, mas não por muito tempo. Como qualquer segredo que envolve muita curiosidade e desejo, mantê-lo seguro longe de todos era uma tarefa difícil. Ela sabia que precisava fazer algo, já que aquela sala, com aquela cereja, estava tirando seus momentos de tranquilidade.

Após alguns dias, ela decidiu que não manteria mais em segredo. Percebeu que tinha necessidade de voltar àquela sala, mesmo que isso significasse ter que enfrentar o dilema recém-descoberto. Tomando todos os cuidados possíveis, com tensão, ansiedade e adrenalina no corpo, ela foi rumo àquela sala.

Somente as pessoas que fossem frequentadoras daquela casa poderiam pegar a cereja, ela sabia disso. Mas percebeu que a vontade de pegar aquela fruta era tão grande que não importava se ela se tornaria frequentadora da casa com as pessoas que eram julgadas e vistas de modo estranho por uma parte do grupo que sempre fez parte.

Ela parou em frente à porta. 
Respirou fundo. 
E entrou. 

Naquele momento, ela não se sentia mais assustada, mas com uma mistura de ansiedade pelo que viria em alguns instantes. Ela estava decidida a finalmente pegar aquela cereja. A preocupação com o grupo a qual sempre pertenceu estava em segundo plano, ela nem pensava nisso, o foco naquele momento era conseguir o que queria.

Ela subiu a estante, pegou a caixa de vidro e a abriu lentamente, com muito cuidado - mesmo que internamente estivesse completamente agitada, ela não queria ter qualquer movimento que a fizesse quebrar a caixa de vidro. Quando finalmente teve o primeiro contato com aquela cereja, sentiu um sabor que nunca havia sentido antes. Ficou encantada com tudo que sentiu por finalmente ter pego o que queria.

Passaram-se vários anos daquela descoberta. O grupo que ela havia pertencido durante toda vida, até o primeiro contato com a cereja, seguia olhando com estranhamento para os moradores daquela casa. Ela, após tantos anos, já havia perdido a conta de quantas cerejas provou desde aquela primeira vez. Mas diferentemente de alguns daquela casa, ela ainda não poderia ser vista por todos como moradora de lá - para chegar a esse ponto havia outros desafios que precisavam ser enfrentados. Então ela mantinha uma vida dupla, mas sabendo exatamente a qual lugar pertencia, sem qualquer sentimento negativo relacionado a isso.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Dá Para Ser Saudável Sem Ser Chato


Autores: Diego Paladini e Dafne Amaro
Páginas: 256 páginas
Editora: Academia

O que achei do livro

Acompanho o canal Saúde na Rotina deve ter um pouco mais de 1 ano e adoro os temas que falam nos vídeos. Tudo o que foi dito no livro não foi exatamente uma novidade pra mim, já que acompanho os vídeos no canal e levo uma vida saudável. Mas de qualquer forma, achei legal ter essas informações reunidas em um único lugar. A divisão dos temas é interessante: exercícios, alimentação, receitas, produtividade, sono e motivação. A parte que me surpreendeu foi a de receitas, porque eu não imaginava que teriam receitas nesse livro e de coisas que eu nem sabia que eram possíveis - um nugget de abóbora? Como assim?! Estou curiosa para tentar! Foi uma leitura bem tranquila e fácil para começar a lista de leitura para 2021. A meta é conseguir ler seis livros, no mínimo. Estou ansiosa para descobrir o quanto conseguirei.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020

Ah, 2020. Um ano histórico e com certeza ninguém terá saudade desses tempos. Foi o ano da pandemia mundial que obrigou todos a ficarem em quarentena e a abandonarem tudo que consideravam normal, para dar lugar ao “novo normal”, onde é impossível sair para a rua sem máscara ou álcool em gel. Ninguém aguenta mais essa situação e o que todo mundo mais é que a vacina saia logo.

Se em 2019 eu tinha definido que minha missão para 2020 era conseguir controlar minha alimentação, eu falhei bastante - e não digo isso com a culpa que eu sentiria se estivéssemos num mundo em condições normais, porque sei que do nada encarar a realidade de ficar trancada em casa sem poder sair, sem ver as pessoas, sem academia, é realmente complicadíssimo e cada um tenta lidar da forma que consegue. Não que eu ache saudável comer mais do que deveria, mas estando em casa todo o tempo, com lanches e comidas disponíveis, é mais fácil comer a mais do que estando na rua, longe de algum lugar que venda alimentos e ainda ter que gastar dinheiro na hora. Isso não quer dizer que eu esteja bem com a mudança do meu corpo, pelo contrário. Essa relação regrediu bastante.

No início do ano parecia que eu estava finalmente caminhando para hábitos alimentares direitinhos, já estava vendo resultados de uma maneira rápida e, de repente, PÁ! Em março, a pandemia que era “apenas” na China e na Europa chegou ao Brasil e tudo foi cancelado: academias fechadas, eventos adiados, festas proibidas, comércio fechado, ruas vazias, e por aí vai. Todos se viram trancados em casa, sem ter direito o que fazer, com o medo de um inimigo invisível. Água e sabão, junto de álcool em gel e máscara, viraram os melhores amigos.

Sem academia, me vi um pouco perdida para seguir com as atividades, sem poder sair para a rua. A solução foi ficar correndo em círculos no play, subir e descer 14 andares na escada e fazer exercícios de aplicativos – o que deixa a motivação com altos e baixos, mas com o tempo, principalmente baixos. Quando eu já não aguentava mais olhar para as paredes, não ver ninguém fazendo atividade física perto de mim - como acontecia na academia -, decidi que a solução seria ir para a rua e usar máscara enquanto corria, mas depois de tantos meses sem tanta movimentação, o corpo já não era mais o mesmo e tive que voltar para a etapa caminhada - o que parte meu coração, porque eu realmente gosto de correr.

Mas mesmo assim, com toda essa mudança e incerteza, pude perceber que minha inteligência emocional não é das piores, acho até que é bem boa. Quando tudo mudou e estava super incerto, minha reação foi praticamente “ok, então o cenário agora é esse, como vou me adaptar?” enquanto muitas pessoas estavam “que terrível, que vírus é esse, não quero morrer, o que eu faço, quando isso vai acabar?”. E não é como se eu não concordasse com essas pessoas, eu tinha consciência de toda essa parte ruim, eu só não achava prático pensar nessas coisas se no final só nos deixam mais desesperados e não mudam em nada no dia a dia. 

Foquei em avaliar o que eu poderia fazer para deixar a minha rotina o mais próximo possível da vida pré-pandemia. Acho que algo que me “ajudou” a não surtar tanto com essa doença que mata centenas de pessoas por dia foi ter tido a experiência de perder uma melhor amiga aos 14 anos. Nessa época sim, o baque foi muito grande porque foi por água abaixo a visão que eu tinha de que apenas as pessoas mais velhas morrem. Então desde essa época minha visão sobre morte mudou, criei consciência de que pode acontecer a qualquer dia e a qualquer hora - não de uma forma paranoica, apenas consciente. A cada despedida de saída com amigos, a cada embarque no avião, a cada viagem de estrada, enquanto digo “tchau” eu tenho uma voz que interna que diz “essa pode ser a última vez que você encontra essa pessoa”, e sempre termina com “tomara que não”. 

Ter essa consciência de certa forma me ajuda a viver. Não contar em ter um amanhã garantido faz com que eu queria fazer tudo no presente, sem deixar atividades que podem ser feitas no hoje ficarem para depois. É ouvir “você age como se o mundo fosse acabar amanhã”, mas sabendo que também estou preparada para o futuro com meus planejamentos. Vi o filme da Pixar que estreou no Natal, “Soul”, e é interessante como faz o público pensar em como seria se morressem de uma hora para outra, qual o projeto ficariam mais desesperados para terminar. Pensei no meu e é bom saber que tudo que posso fazer, já estou fazendo.

Mas voltando para à retrospectiva. Uma das poucas coisas boas dessa quarentena é que mudei minha relação com o dinheiro: consegui economizar absurdos e agora qualquer gasto já me deixa com pena e avalio várias vezes se realmente preciso disso. Por um lado é bom, porque significa que estou um pouco menos distante de conseguir fazer minha tão sonhada viagem para Disney, além de outros planos que também dependem de uma reserva financeira. O contato com a família aumentou bastante, então não tem como negar que nesse aspecto foi bom. A área profissional também avançou: me adaptei ao home office, fiz três cursos a distância, terminei mais uma graduação, consegui uma renda extra e ganhei ainda mais confiança no que eu faço. Nessa área, realmente tiveram coisas boas – embora nesse home office também haja bastante exploração de carga horária.

Um hábito que consegui recuperar nesse último semestre foi voltar a ler! A minha meta para esse ano era ler dois livros a partir do julho, mas até outubro eu ainda não tinha conseguido ler nenhum. Tive minhas dúvidas se eu conseguiria ler nesse pouco tempo, mas num é que eu consegui chegar a seis livros?! Fiquei chocada ao perceber essa quantidade e muito disso se deve a ter ganhado um kindle, que facilita muto a leitura – mas ainda não substitui o livro físico. Animada com essa quantidade, pretendo ler seis livros ano que vem, se eu conseguir mais, melhor ainda! 

Esse ano não terá virada de ano em Copacabana, será cada um em sua casa - totalmente o oposto da virada de 2019/2020 em que praticamente virei o dia em Copacabana e Ipanema, andando pelas ruas na madrugada vendo todos festejarem, sentindo a brisa do mar e aproveitando cada segundo que eu podia - vi o nascer do sol e o pôr do sol no primeiro dia do ano. Queria fazer o mesmo para esse ano, mas coronavírus não deixa. 

Espero que na retrospectiva de 2021 eu possa comemorar que a vacina chegou, que já consegui tomar e que a vida de poder voltar a sair na rua já tenha voltado. De uma forma geral, só de estar viva e todos que eu conheço também, já é lucro. 

Que a saúde esteja muito presente em 2021 - e com vacina!