quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Trilhas


O pior havia passado. Ela finalmente havia conseguido voltar ao lugar que sempre pertenceu. Foram meses trabalhando para que aquela floresta voltasse a florescer e que as cores voltassem a reinar. Depois de queimadas e tempestades, até mesmo o arco-íris já não estava mais presente, pois não havia mais chuva, apenas sol. Voltar a caminhar por aquelas trilhas era renovador e ela mal acreditava que depois de tanto tempo havia conseguido reconstruir aquela floresta. Por um acaso, ou não, entre  os inúmeros girassois, sua antiga companhia de trilhas apareceu para visitar o local. O valor daquela floresta era muito grande e era muito querida pelas duas que a habitavam. Depois de tanto tempo para se renovar, a sensação era que as árvores, flores, grama, tudo havia se tornado mais forte do que era antes. Naquele momento, o que ela mais queria era caminhar entre as trilhas em companhia e aproveitar a paisagem. Apenas isso.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

A chance


You know I never want to let you down
It cuts me up to see you sad
And I wish that I could undo what I've done
Give back the faith in me you had

You know I love you more than anyone
But I get a little wrapped up in myself
But you know I never want to do you wrong
Bring into question what we have
I know I let you down, but you're giving me a chance

- Gotye

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Homesick


Here where the sky's falling, I'm covered in blue
I'm running and I'm crawling, fighting for you
When the rain stops, then darling what will I do
And I know I go all in, but why do I

You give me a reason, something to believe in
I know, I know, I know
You give me a meaning, something I can breathe in
I know, I know, I know

It's a bittersweet feeling
Longing and I'm leaving, I go, I go, I go
But I wish I was there with you

There's a crack in my window, a bird in my room
Angels all over that watch over you

When I'm walking on water
All my dreams have come true
Still, nothing means nothing
Without you

Tell my heart to lie
But I know deep inside it's true
That I wish I was there with you

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Conheci um casal



Encontrar com duas pessoas que construíram uma história de amor me fez pensar. Amor é complicadinho, né? Já fui uma romântica apaixonada, já fui muito machucada, já fui contra essa coisa de se apaixonar por alguém, já voltei a acreditar no amor e agora apenas "estou". Não tenho nenhum pensamento definido e acho que essa palavra de quatro letras envolve tanto significado que não tem como explicar de forma simples ou racional, é apenas sentir e se deixar levar. Por isso, não sei definir exatamente minha relação com esse sentimento. Sei que não sou mais contra relacionamentos. Sei que sou a favor do que deve acontecer. Agora meu foco não é saber o final, se terá um prazo para terminar, se será um felizes para sempre ou não... acho que vejo como algo muito mais profundo. Amor é saber aprender. Algo tão intenso teria suas complicações, não é? Não existe uma fórmula, algo que garanta que tudo será como planejado - senão quem conseguisse descobrir uma forma de construir isso ficaria milionário. A questão é: aprendi que amar alguém é aprender sempre. Aprender a lidar com mil emoções, aprender a conviver com outra pessoa, aprender a compreender as manias, os defeitos, os sentimentos do outro. 

Na verdade, eu tenho uma visão diferente do "felizes para sempre". Quando eu era mais nova, acreditava que felizes para sempre significava todos os dias estar feliz com aquela pessoa que se está num relacionamento até o fim da vida. O tempo passou e passei a não acreditar mais nisso. Porém ultimamente tenho pensado, afinal aquele sonho de infância de ser princesa ainda tem um espacinho no meu coração. O felizes para sempre não é impossível. Não me refiro ao significado que eu dava quando era mais nova, porque atualmente enxergo como algo diferente. Na vida real não são todos os dias que são bons e que estamos bem. Somos humanos e tudo bem as coisas não darem sempre certo ou não conseguirmos nos dar totalmente bem com outra pessoa, que também é outro ser humano. Cada um tem suas limitações. Na vida real não temos o momento em que o "Fim" aparece escrito na nossa frente e tudo se encerra perfeitamente - ok que temos a morte como fim, mas essa parte não vale para o que estou me referindo. A questão é que existem sim finais felizes, até vários para a mesma pessoa, e acredito que muitos - se não todas as pessoas - vivenciam isso. Todos já tiveram um momento especial com outro alguém, em que se sentiu preenchido de amor e sentimentos bons, que marcou de alguma forma. Isso é um final feliz. Você pode se perguntar como pode ser um final se tudo continua, mas aí é que está: assim como os filmes tem sequências, nossa vida também tem. É como se naquele momento especial fosse o seu final feliz, e depois daquele momento se inicia outro filme da sua vida, a sequência da narrativa que você mesmo constrói. Eu posso dizer que coleciono alguns finais felizes e que, ainda sim, aguardo ansiosamente pelos próximos.

Esse casal que conheci me fez pensar sobre como esse sentimento é forte, porque me contaram a história que construíram e fico surpresa em ver como duas pessoas conseguem se amar como se ainda estivessem se conhecendo após anos de convívio e relacionamento. É bonito ver como se olham, como se falam, como se tratam, como se escutam, como se entregam. Observando esse casal consegui perceber um amor puro e sincero. Dos dois lados. Percebi a força que esse tal de amor tem. Acho que consegui ter noção do que é quando ouço alguém dizer que tem borboletas no estômago ou que está transbordando amor. Essa palavrinha pequena carrega um significado imenso e faz grandes revoluções na vida das pessoas. Ele faz ser possível também o sonhado e subestimado felizes para sempre. Muitos já tiveram, apenas não conseguem enxergar. Eu aguardo ansiosamente pelo meu próximo felizes para sempre. Pelo que soube, esse casal que conheci teve vários e quem sabe não irão ter mais? Esse casal é incrível.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017


Eu tinha medo desse ano. Lembro de quando virou 2017, eu ainda via os fogos no céu e já sentia uma mistura de preocupação, ansiedade e medo do que estaria por vir esse ano. Eu sabia que já haveriam dois grandes desafios pela frente: o último ano de faculdade com o temido TCC e ser diretora de uma área. Eu tinha ideia do que iria enfrentar, mas não sabia como faria e se daria conta. Com certeza eu me tornei outra pessoa. É interessante ver como você pode mudar tanto em 12 meses. Sinto como se em Janeiro eu fosse anos mais nova do que eu agora, no último dia de 2017. 

Demorei alguns meses para me acostumar com todas as mudanças que vieram esse ano, mas como me surpreendi com diversas situações, eu acreditava que os três primeiros meses seriam os mais difíceis por ser uma adaptação, mas o pesado veio a partir de maio, quando eu menos esperava. Parece que todas as mudanças acumularam para esse mês: faculdade, trabalho, desafios pessoais, casa, coração. Tudo estava intenso e cada área me deixava preocupada, me desgastava e eu pedia ajuda ao universo para conseguir segurar tudo isso e sair viva. Foi muito difícil e sentia uma tonelada nas minhas costas. Mas estou aqui, né? Sobrevivi a isso tudo. Claro que dei uns tropeços, caí no chão, me levantei, caí num buraco ainda maior, levantei, caí de cara no chão, mas segui em frente e cheguei até aqui.

O ano de 2017 foi um dos anos mais pesados que já tive, mas de alguma forma, ao mesmo tempo, um dos melhores. Eu não sei como um ano tão puxado pode estar entre os melhores, mas só de eu não conseguir explicar já mostra um pouco de como fiquei louca e confusa com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Esse ano teve Rock in Rio, que fui em três dias e consegui assistir ao 30STM e ter meu primeiro show do Justin Timberlake!, teve Bienal do Livro, teve álbum novo do Tokio Hotel - que eu não curti muito, mas ok -, e teve descoberta de novos artistas, principalmente Halsey, Bring Me The Horizon, Dua Lipa e Tove Lo.

Uma palavra que define esse ano é: intensidade. Senti que vivi o máximo que podia. Não em tempo porque não tenho meu último dia de vida definido, mas em questão de intensidade eu tenho certeza. Não lembro de um único dia em que fiquei entediada ou que senti que não havia nada para ser feito - o que mais tinha era lista de coisas para fazer no mesmo dia! Ok que a maior parte era de deveres e obrigações, que eu também gostava, mas também tentei equilibrar com diversão. Foca no tentar porque esse eu tenho certeza que não obtive tanto sucesso e fiquei um tanto presa a todas as obrigações que eu tinha para fazer. 

Minha meta quase infinita por uma barriga reta deu um enorme passo para trás e recuperei todo o peso que eu havia perdido nos últimos anos. Mas eu não desisti! Neste próximo ano quero focar mais minhas energias nessa busca por perda de peso e cuidar mais do meu corpo. Algo que me surpreendeu e acredito ter sido a melhor parte de 2017 foi que eu realmente pude saber como é ter um grupo grande de amigos. A questão da amizade era sempre algo que me incomodava e deixava triste, saber que eu não tinha muitos amigos. Esse ano foi para mudar tudo isso, perdi a conta de quantas pessoas incríveis eu conheci e mantive contato por esses meses. Ok que grandes amizades mesmo "só" ganhei duas, mas todas as outras pessoas alegravam meu dia como um grande grupo de amigos fazem. Algo que não definitivamente não posso reclamar é a quantidade de pessoas que eu podia conversar e me divertir - sem me sentir excluída socialmente como já fui por muitos anos.

Sinto como se 2017 fosse o ano em que trouxe um tempo nublado, tempestades e até furacões, mas que no final o céu negro foi dando lugar ao azul e a forte chuva deu lugar a um arco-íris. Tenho a impressão de que o próximo ano será para limpar esse céu e permanecer azul. 

Para 2018 eu não sei exatamente o que esperar, é o oposto de como me sentia para a virada desse ano. Mas eu acho que é bom quando não sabemos o que vem pela frente, assim como olhar para o horizonte do mar e não saber o que me espera. Um das coisas que posso dizer que aprendi em 2017 é que toda situação que surge, por mais que te coloque em situações difíceis, que pareça que não vai passar, as coisas sempre melhoram e o principal é que sempre existe algo que foi aprendido. Acho que esse é o principal, o quanto conseguimos evoluir e melhorar com algo que vivemos, principalmente os que não são momentos bons. Foi muito bom eu ser uma das pessoas que acreditam que nada acontece por um acaso. Já falei algumas vezes aqui no blog, mas vou repetir: acredito realmente nisso, tanto para as coisas boas quanto para as ruins. Acredito que até os pensamentos e as ideias que temos são para surgirem e nossas ações vão moldando o futuro a partir disso.

Eu não sei como 2018 vai ser, o que pode acontecer, mas desconfio que não seja tão louco e intenso quanto foi 2017. Seria bom ter um pequeno descanso da tensão e ansiedade que tive esse ano, meu coração irá agradecer ter mais tranquilidade. Agora é hora de dizer deus ao ano que eu tinha medo, mas que no final foi de grandes conquistas. Adeus, 2017!

Feliz Ano Novo!

domingo, 17 de dezembro de 2017

A espera por trilhas

Ela havia esperado e soube das respostas que tanto procurava para sanar dúvidas que moravam em sua mente. Desde que ela foi embora do local que pertencia, tinha a esperança de que todo o encantamento seria resgatado de alguma forma. Há meio ano ela descobriu o que queria, sabia que a distância poderia ser grande, mas tinha o destino claro. Após todo esse tempo, tudo ainda estava se arrumando. A vontade era fazer com que tudo voltasse a ser ainda melhor. Mas ela também sabia que desde que foi embora, o lugar que sempre pertenceu sendo acolhedor passou por muitas mudanças. Já não era mais o mesmo, diversas árvores haviam sido destruídas por tempestades, as flores haviam murchado e a grama já não era mais verde. Ela sabia que aquele lugar precisava de mais tempo para recuperação e estava disposta a esperar e fazer o que pudesse para ajudar, plantando mais árvores, cuidando da grama, levando mais flores. Ela só queria aquele lugar ainda mais bonito do que quando foi embora. Se antes havia dúvida se ela sentiria muita falta de onde esteve esse tempo todo, após meses distante, a saudade passou a ser não de semanas ou dias, mas de horas. O que ela queria era voltar a morar naquele campo florido, colorido e cheio de vida - afinal era lá que ela pertencia. O maior desejo era voltar a caminhar com sua companhia de trilhas.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O dia 23 de novembro

Eu não poderia deixar de escrever aqui hoje. Já são sete anos e o dia 23 de novembro de 2010 continua sendo o melhor dia da minha vida, por toda aquela emoção de conseguir ir pela primeira vez ao show do Tokio Hotel, pela primeira vez viajar para São Paulo, por estar com as minhas melhores amigas que só nos falávamos virtualmente, foi um conjunto de coisas boas. De lá para cá minha vida mudou absurdamente, mas todo aquele amor por Tokio Hotel permanece no meu coração. Um amor que se transforma conforme os anos passam, de uma paixão louca e berros, agora é um carinho muito grande pela banda. As músicas mudaram bastante e a cada álbum que lançam eu vejo que as músicas já não me conquistam tanto. Claro que eu não espero que eles voltem a ser mais do rock (seria ótimo, só que sei que os tempos são outros), mas mesmo sendo mais eletrônico, sei que tem como ser melhor que isso. Eu já espero pelo próximo álbum na esperança de ser melhor que o Dream Machine. Maaas também sei que é esse último álbum que fez com que eles confirmassem que vem ao Brasil ano que vem e, principalmente, ao Rio de Janeiro. Eu ainda não fiz uma publicação sobre eles virem ao RJ porque como esse sonho tem muitos anos, especificamente nove anos de espera, só vou realmente acreditar quando sair a data do show na página oficial deles e estiver incluído Rio de Janeiro, porque não confio muito no que Tokio Hotel diz, eles são meio enrolados ou enroladores. Enfim, hoje é dia de ouvir TH e relembrar em como essa banda já me fez e ainda faz bem!